Dia das Mães: Maternidade x Carreira: Como conciliar?

Ser mãe já não é uma tarefa fácil. Ser mãe e ainda profissional, é ainda mais difícil.

Hoje, nesse Dia das Mães, nada mais justo do que falar um pouco sobre como é conciliar dois mundos tão diferentes – o materno e o profissional. Convidamos duas de nossas colaboradoras para compartilhar suas experiências de maternidade com o dia-a-dia no trabalho. Leia o relato delas e admire ainda mais as mães e guerreiras do nosso mundo: 

Thais Alves – Customer Success, Jobs X 

Nossa colaboradora Thais com seu filho ao lado. Ela está mandando um beijo e seu filho de 7 anos está sorrindo.

Quando falamos de maternidade e vida profissional, a verdade é que, nós mulheres, depois que ganhamos nosso merecido espaço, tivemos que aprender a lidar com as cobranças gerais e, depois de (querer) ser mãe, acredite, nada muda. Eu diria que até “piora”.

  • Nossa! Mas você é tão nova pra ter filho!
  • Nossa! Mas se você não tiver filho agora, depois vai ser tarde, não acha?!
  • Você já vai voltar a trabalhar? Mas seu filho é tão novinho.. que dó! 
  • Não acredito que você vai largar sua profissão para se dedicar integralmente à maternidade! 

Entende?!

Não somos só cobradas pelos outros. A gente também se cobra. O tempo todo!!!   

A “maternidade real” é cansativa. É exatamente como dizem: “ter filho é fácil, difícil é criá-lo”. 

Mas falo com convicção: por mais que tudo mude, sim, é possível conciliar maternidade e profissão.  

Agora começa a parte que eu falo da minha experiência, e aí vale aquele reforço: cada caso é um caso. O que importa é ter amor – Amor por “ser mãe” e amor pelo o que você escolhe como profissão. 

Mãe e filho abraçados. Ela está a frente da foto, usando um óculos enquanto seu filho a abraça. Ele está usando uma touca de natal.

Começo assumindo que, profissionalmente falando, me arrependo da forma como conduzi algumas coisas logo depois que me tornei mãe. Acabei me acomodando um pouco, mas não me arrependo, porque o “comodismo” me permitiu acompanhar um pouco mais de perto o crescimento do Bernardo.

Mas isso me trouxe alguns insights para compartilhar com você que pensa em ser mãe. 

São alguns questionamentos: 

  • Como está a sua colocação profissional? Você está onde queria estar?
  • Tem algum curso que você queira muito fazer, mas ainda não fez? 
  • Como está seu networking? 
  • Você já viveu experiências diferentes dentro da sua área? 

Estes foram pontos que não levantei, até porque não foi uma gravidez planejada, mas que acho importante trazer, pois faz toda diferença. 

Não, depois que você se torna mãe, a sua vida não para. Mas algumas coisas acabam levando um pouco mais de tempo para acontecer, sabe? Por isso, se você tem essa possibilidade, faça.

O Bernardo tem 07 anos e só agora, há pouco menos de um ano, é que “me permiti” ter experiências profissionais que sempre quis, mas não tinha coragem. 

Entendi que preciso estar bem comigo, ignorando cobranças e questionamentos alheios, e assim, no tempo que tenho com ele, entregar todo meu amor por ele e por ser mãe. 

Thais Alves – Mãe do Bernardo, 7 anos. 

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Alani Drielli – Redatora, Jobs X 

Mãe e filha de 2 anos se olhando, sorrindo uma para a outra. Elas usam roupas iguais, estampada com corações rosas.

Fazendo das palavras da minha amiga Thais, as minhas. Ser mãe é um desafio diário! Porém, ser mãe e profissional junto é um desafio mais do que dobrado. 

Quando descobri minha gravidez, pensei muito em minha carreira e em como seria daqui para frente. Tinha planos de ficar com minha filha até seus 4 anos, sem sair para trabalhar. Bom, esse pensamento durou 4 meses após seu nascimento, pois além de ver contas chegando, a necessidade de se sentir mais reconhecida por algo diferente de ser mãe, também passa a existir.

Quando voltei para o mercado de trabalho, eu ainda amamentava, então tive que contar com a ajuda de meus pais, que na época ficavam em casa. Eles levavam minha filha até minha empresa 2 vezes no dia para que eu pudesse amamentar. Meu marido trabalhava fora e também não podia ajudar muito nesse quesito. Foi muito doloroso sair para trabalhar e ter que deixar minha filha com minha mãe. E não digo apenas sentimentalmente. Fisicamente doía muito. Por estar amamentando, eu tinha que lidar com as dores nos seios por passar da hora de ela mamar e ainda estar concentrada sem demonstrar durante todo o período em que estava na empresa. Ainda tinha que lidar com a preocupação e insegurança de ficar longe dela, sem ter o controle do que ela estava fazendo ou sentindo. 

Isso algumas vezes me prejudicou nas empresas em que trabalhei. Para uma mãe, seu filho sempre será prioridade, porém para uma profissional, o trabalho é prioridade, e sendo as duas coisas, andamos diariamente em uma corda bamba para conseguir equilibrar todas as preocupações e problemas que surgem. 

Mãe e filha brincando na piscina. A menina está no colo da mãe sorrindo enquanto a mãe olha sorrindo para o bebê.

Hoje, em meio a pandemia, trabalho de casa por questões de segurança para minha filha (lado mãe ativado). Hoje ela está com quase dois anos e ainda não entende que alguns horário são exclusivos para o trabalho e não para ela. É preciso ter jogo de cintura e aprender a fazer reuniões com uma criança no colo, digitar com uma mão enquanto sua filha dorme abraçada com a outra, e ainda é preciso aprender a se concentrar ouvindo todas as músicas infantis possíveis, durante um dia inteiro. Não é um trabalho fácil. Mas é um trabalho que vale a pena!! 

A cobrança é gigante? Sim!! Seja de nós com nós mesmas, ou da empresa em que trabalhamos, ou da família pedindo mais tempo ou atenção ou dos amigos, que julgam muitas de nossas atitudes. Tem dias que a gente sente que não foi, nem uma boa mãe e nem uma boa profissional, mas tem dias que a gente olha e pensa: “Eu dei o meu melhor e ele foi reconhecido”. E não existe melhor sensação no mundo, de saber que você foi capaz de cuidar do seus dois bens maiores: SEU FILHO e SUA CARREIRA

Para as mulheres que estão na dúvida sobre ter filhos, eu digo: TENHA! É a melhor coisa do mundo. Porém, tenha com a consciência de que sua vida não será mais só sua. Sua mente não pensará mais só em você. Sua carreira deixará de ser apenas uma satisfação pessoal e se transformará em motivo de orgulho para alguém maior. 

As coisas mudam, as pessoas cobram e esperam de nós muito mais do que acreditamos ser capazes de fazer. Mas nós somos! E é isso que importa. 

Alani Drielli – Mãe da Alice de 2 anos. 

Redatora, Jobs X

Com esses dois relatos, queremos deixar aqui nossa admiração e carinho por todas as mães que, assim com a Thais e a Alani, se dedicam integralmente a profissão mais importante: ser mãe, e ainda tiram tempo para cuidar e se entregar ao trabalho de forma admirável. 

Feliz Dia das Mães! <3

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