Saiba identificar uma crise antes mesmo dela acontecer

Antecipar o futuro e tratá-lo de forma estratégica tem sido uma das maiores forças de grandes organizações

Gestão de crise é, antes de tudo, trabalhar para evitar a crise. O melhor caminho para enfrentar o problema é ter uma espécie de plano pré-crise, antes mesmo que exista um cenário igual o que enfrentamos hoje, por exemplo.

Os crescentes casos de Coronavírus (COVID-19), no Brasil e no mundo, materializaram um cenário de crise que já apresenta repercussões significativas para muitas organizações.

Dentro da Jobs X, mais do que lidar com o cenário atual, a preocupação é com o que está por vir após esse momento: o que nossos clientes vão enfrentar, quais as ações pertinentes, como estará o cenário econômico, qual a tendência de comportamento dos consumidores. 

Para ajudar nossos clientes e parceiros a identificarem este cenário, trouxemos alguns índices de GNC (Gestão de Continuidade dos Negócios) a fim de ajudá-los a traçar o melhor plano para o retorno após este período de isolamento social.

A análise e avaliação das estratégias, desenvolvimento das abordagens, testes e implantação de planos devem estar adequados às necessidades de cada uma das empresas, contemplando as perspectivas de pessoas e processos. 

Basicamente o ciclo consiste em: 

Como podemos ver acima, no bloco de preparação e planejamento, o quadro mostra como devemos, rotineiramente, estar preparados para enfrentar potenciais problemas. É inegável a necessidade de gestores e líderes estarem sempre atualizados sobre o cenário econômico do país e do mundo, prevendo mudanças necessárias e tendências de comportamento. A comunicação e o monitoramento são constantes, e posicionamento é o fator essencial e decisivo para gerir situações de crise. 

Entendendo melhor cada uma das etapas 

A Análise de Risco de Continuidade identifica a natureza e as fontes de risco, suas causas e as consequências potenciais ao negócio.

A Governança garante o desenvolvimento de normas e políticas de GCN, a identificação e priorização dos riscos, orçamento do programa e a definição dos papéis e responsabilidades estratégicas e táticas dos colaboradores envolvidos.

O DRP, ou Plano de Recuperação de Desastres, apresenta os planos para restauração de redes, aplicativos e sistemas essenciais que suportam as atividades críticas do negócio.

O BIA (Business Impact Analysis) apresenta os impactos dos riscos identificados e relaciona com a criticidade dos processos de negócios e as ações existentes. Em função do resultado, definem-se os esforços e as decisões para a elaboração dos planos.

O Plano de Recuperação de Negócios é para cada atividade crítica do negócio e apresentam etapas específicas para a reativação do negócio.

O Plano de Gestão de Crises define os principais mecanismos para as comunicações interna e externa da organização, direcionando e fornecendo orientações aos colaboradores e às mídias.

Resumindo, o fator chave em uma gestão de crise é sempre estar olhando o Business de forma macro no ambiente corporativo.

Steps:

  • Ter em mente um plano de contingência para cenários “A, B e C”;
  • Análise do economics, reserva, fluxo de caixa;
  • Ter liderança e fazer a diferença;
  • Ter uma visão ampla do cenário que sua empresa está imersa;
  • Transparência e posicionamento: comunicação em tempo integral com clientes, fornecedores e colaboradores.

Além de tudo o que falamos até agora, poder contar com um time de pessoas que estejam treinadas na questão técnica e filosófica para trazer resoluções imediatas, conta muito em um cenário como este.

Culturas organizacionais possuem grande influência em momentos de gestão de contingência. Times vencedores derivam de culturas vencedoras. Por isso, a organização precisa ter valores sólidos e estar consciente da sua missão para saber onde quer chegar e qual a melhor atitude a ser tomada. 

Nós sabemos que qualquer empresa, independente do tamanho ou segmento, está exposta a eventuais crises. Além disso, não dá para achar que o bater da asa da borboleta lá no outro lado do mundo, em algum momento, não influenciará os ventos de cá. 

Stanley McChrystal, ex-líder do Exército norte-americano que combateu a Al Qaeda, costuma dizer que se o soldado que estiver na ponta não tiver uma cultura parecida com a do general, todo conceito do planejamento de guerra acaba não se desdobrando. 

Somos parte de um todo dentro de um ecossistema, é o que chamamos de efeito dominó. Por isso, planejar estrategicamente continua sendo um dos principais diferenciais competitivos das organizações que obtêm sucesso no mercado.

Texto assinado por: Nicole Furtado


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